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azar o seu querida.
[por uma vida menos ordinária.]
Sábado, Maio 28, 2005
how to disappear completely
Eu sei; a vida não para. Mas necessita de pausas.
Eu estou sofrendo. E não se trata da paulicéia; não se trata da saudade da minha mãe e dos meus amigos que ficaram longe. Não se trata de trabalho e nem de nenhuma das dificuldades cotidianas. Não se trata simplesmente de um fim de namoro e de uma menina exagerada; outros namoros acabaram antes desse. Só que agora, aqui dentro, é muito mais profundo. Trata-se do fato de aquilo que eu tenho de melhor pra oferecer não ter sido levado em conta. Trata-se de uma escolha que também era minha, e me foi negada. Trata-se do modo como as coisas foram feitas. Trata-se da troca de uma tristeza natural por uma tristeza imposta. Trata-se da minha incapacidade de compreender. Trata-se das mudanças que tudo isso pode acarretar. Mudanças bem aqui, ó. Bem aqui onde antes estavam quase todas as verdades que eu sabia. Bem aqui onde agora tem esse buraco. Um buraco. Como aquele no coração daquela menina daquele livro que eu nunca vou me lembrar o nome. Não há graça, nem vontade pra muita coisa. Só o buraco, os cacos e um restinho de força. Restinho de força que eu vou usar no meu trabalho e na minha seleção de mestrado [as vontades que me sobraram] e na colagem dos cacos, que sem coração eu ainda acho que não há quem possa. Há quem possa?
Então não vai mais haver poesia. Nem filmes. Nem fotografias. Nem música. Nem histórias inventadas. Nem notícias da semana. Por um tempo. Eu não sei quanto. Até o sorriso voltar a brotar naturalmente nas faces? Até a minha vontade de música voltar a ser maior que a minha vontade de silêncio? Até eu conseguir entender o que é realmente importante afinal? Até eu conseguir saber que cor tem agora meu coração, e quantas cicatrizes? Até a tristeza passar? Quanto tempo demora pra passar? Dizem que o tempo é remédio pra tudo. Eu só não entendo porque se dá tempo e chance pra umas coisas e pra outras não.
Por favor não me peçam pra ficar imediatamente feliz; nem me digam que eu tenho que isso, que eu tenho que aquilo, que eu tenho que tudo que há. Não é assim que funciona. Ao invés disso, me abracem forte quando me virem. Cantem para que eu possa dormir. Segurem forte a minha mão, mesmo em silêncio. Me dêem boas notícias. Me contem histórias com final feliz. Coloquem cartas coloridas e bilhetes carinhosos embaixo da minha porta. Fiquem por perto. Na alegria e na tristeza. Era o que eu teria feito.
A vida necessita de pausas.
Até.
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ju em 1:53:45 PM |
Quinta-feira, Maio 26, 2005
das nuvens
Despencou de uma altura de sete andares, enquanto tentava pegar um pedaço de céu, um naco de nuvem que fosse para presentear e fazer feliz. Caiu de mal jeito; quebrou, entre outras coisas, todos os dentes. Nunca mais sorriu.
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ju em 11:04:45 AM |
Quarta-feira, Maio 11, 2005
o pior cego
por alice a.
_ De fato eu não deveria ter que saber certas coisas, nem ter que ler certas coisas, nem ter que encontrar certas coisas, nem ter que descobrir certas coisas, não porque elas me devessem ser omitidas, mas simplesmente porque elas não deveriam mais existir.
_ Por que?
_ Porque me dói, me machuca, e isso pra mim é motivo bom o bastante.
_ Mas não é assim que funciona com a maioria das pessoas.
_ Eu sei.
_ E agora?
_ Não sei;
_ Você me ama?
_ Amo. E odeio.
_ E agora?
_ Me faça feliz.
_ Como?
_ Beije-me a boca. E fure-me os olhos.
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ju em 9:34:25 AM |
Quarta-feira, Maio 04, 2005
the moldy peaches: a bio
[eu sei, eu sei, inglês e tal, mas façam um esforço, vale a pena, eu juro]
As a child, Adam Green loved mathematics. In his teens, he became interested in the occult, particularly Satanism. At the age of 19, he became acquainted with a volunteer minister named Eldar who took him under his wing. Eldar, who was an alchemist in many ways, asked Geoff Travis(the owner of Rough Trade Records) to provide him with funding to put together a hard hitting Satanist boy/girl group. Travis, already impressed with Eldar¿s success with The Strokes, was all too eager to dish out the cash. Now that the money was coming in, Eldar began to form the band. He teamed Green up with Kimya Dawson. As a child Kimya sang her devil music to the good catholic kids in school, but her only previous experience in the "business" was singing subliminal satanic backup vocals for young Hellraisers Ben Kweller and the Bay Area Bad Boys known more commonly as Third Eye Blind.
After teaching Adam and Kimya the songs, Eldar brought in four new musicians to add textures and to fill out the sound. Most of them were exotic male models who had recently left their agencies. With the exception of Jack Dishel, Strictly Beats, Toby Goodshank, and Steven Mertens, none of them had ever played musical instruments before, especially Steven. Jack, known mostly for his tender listmaking, was also trained in quantum-enthusiasm and was called away from his vittles ranch in NYC to gently play sweetly with the band. Beats, responsible for the "I'm with stupid--->" shirts, and Mertens, responsible for the "<---I'm with stupid" shirts, used blindingly complex rhythms to express the anger they felt towards each other, accidently weaving a delicate web of spiderlike understanding. Goodshank, on the other hand, had to be pulled from the soccer field kicking and screaming and is still, to this day, in a permanent state of drug induced compliance. Eldar and Travis agreed on the bandname "The Moldy Peaches," and then they were off to the studio.
Working long hours in a Chelsea dance rehearsal space learning routines, was hard, but it paid off when their single, and favorite song, "Who's got the crack?" hit the top of the UK indie charts. With the help of master choreographer David Scheid, who had worked with such greats as Mike Watt and J Mascis and whose top selling home video, "D.S.'s Breaking and Popping" came out 3 months before Alfonso's from Silver Spoons did in 1984, they learned how to really backlight their strengths. After a long and successful tour with The Strokes in arenas across Europe and America Eldar, passed the baton to Juliet "you do the math" Joslin, and now it looks like The Moldy Peaches are unstoppable.
Their newest single, "county fair/rainbows" was released in April, they just finished an acoustic tour with Tenacious D, and a six week European tour with Joie Dead Blonde Girlfriend will kick off an exciting summer. Word has it that even a music video has been made. Yay Peaches!
Be sure to keep abreast of all six Moldy Peaches' other projects as well by checking out their individual pages on the website!
For more information, contact Steven Trachtenbroit @ Big Hassle Media 212.619.1360 steven@bighassle.com
[i love you, lets go to sleep]
Criado e editado por
ju em 8:38:14 PM |
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