I listen to the wind, to the wind of my soul
Where I end up, well, I think only God really knows
I swam across the setting sun, but never, never, never, never
I never wanted water once, no never, never, never
I listen to my words, but they fall far below
I let my music take me where my heart wants to go
I swam across the devil's lake, but never, never, never, never
I'll never make the same mistake, no never, never, never
a correspondência secreta de alice a.
[ou she's sweet but i don't wanna fall in love]
(...) é o seu cheiro. Baby, eu não sou nenhum poeta, mas é o seu cheiro que me deixa assim. E tem as suas mãos grandes, com dedos de pianista. Os seus lábios. O modo como você sorrir, às vezes às gargalhadas, às vezes sem mostrar os dentes, formando aquela ruguinha no canto da boca. Tem o jeito que você anda; o modo como você fuma; a posição em que você dorme. A mania de me puxar pra si com pernas e lascívia. O jeito como você xinga e a mania irritante de dizer que não foi nada quando foi tudo, e sorrir. Tem o fato de que você adora ser acordada no meio da noite pra trepar ainda meio dormindo. E isso de não saber de onde vem o seu nome. A sua violência. A sua raiva. O seu rancor. A sua mentira. Os seus defeitos todos. Tem o jeito como você sofre. E o jeito como você sempre foge. Você sempre foge. A mania infantil de escrever na parede. Mas baby, é o seu cheiro. Esse na nuca, na raiz dos cabelos escuros, finos e lisos. Esse atrás das orelhas e entre os peitos. Esse no meio das pernas e nos seus dedos. Esse que impregna no lençol, enquanto você foge. Você sempre foge. E eu tenho medo de você (...)