Quarta-feira, Dezembro 27, 2006


balanço.

Qual a melhor coisa que te aconteceu em 2006?

Criado e editado por ju em 12:05:51 AM |

Terça-feira, Dezembro 26, 2006


sobre a falta de cartões e felicitações natalinas.

I took some time for christmas...mentira, na verdade esse blog comemora o natal em setembro, pra que não seja uma data comercial. [Um pirulito pra quem acertar as "referências". Enviamos via sedex.]

Criado e editado por ju em 11:56:22 PM |

Segunda-feira, Dezembro 18, 2006


o sertão está em toda parte.
[ou "das boas notícias e dos questionamentos]


Marcelo Evelin inclui o Piauí na pauta cultural de premiação nacional.
por Maia Veloso [www.vivaarteonline.com.br]




O coreógrafo e bailarino Marcelo Evelin teve o espetáculo "Sertão" escolhido entre os melhores do ano. A eleição foi feita em assembléia no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, cerca de 50 jornalistas associados da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) escolheram os melhores de 2006. O prêmio concedido pela APCA é um dos principais do país na área cultural.As categorias votadas foram de Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Erudita MPB, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão. Os trabalhos e artistas vão receber o troféu APCA em solenidade ainda a ser marcada no final de março de 2007. Conheça os vencedores na categoria DANÇA, escolhidos por Christine Greiner, Helena Katz e Marcos Bragato:
. Espetáculo: Sertão - Marcelo Evelin
. Intérpretes: Diogo Granato e Sheila Áreas
. Revelação: Alexandre Tripiciano
. Dança para Crianças: Balangandança - O Tal do Quintal (Georgia Lengos)Iluminação: André Boll
. Novos Circuitos: Sala Crisantempo
Outra conquista de Marcelo Evelin foi a inclusäo do espetáculo "Bull Dancing" para o Projeto Caravana Funarte Petrobrás de Circulação Nacional - Dança 2006. O espetáculo vai receber para a turnê R$ 80 mil e será apresentado no Rio de Janeiro, Säo Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza ou Salvador, além de Teresina. Bull Dancing concorreu com outros 192 trabalhos analisados dentro dos critérios de excelência artística, qualificação dos profissionais, diversidade cultural e características regionais.

Teresina e o Piauí na pauta nacional e o Teatro do Dirceu, dirigido e elogiado nacionalmente, com platéias praticamente vazias. Ironia? Falta de informação? Falta de Referência? De foco? Desrespeito? Baixa Estima? Vale pensar....!


[copy/paste from: http://nucleodecriacaododirceu.blogspot.com]

Criado e editado por ju em 6:18:01 PM |


prison guard: What about your books?
max cady: Already read 'em.




Em um ano em que eu li muito mais revistas ou livros sobre design e arquitetura, do pouco que li sobre qualquer outra coisa, segue o top 5:

1. Tudo se ilumina - Safran Foer:

"A vida de Brod era uma lenta percepção de que o mundo não era pra ela, e de que - fosse por que razão fosse - ela jamais seria feliz e sincera ao mesmo tempo. Ela sentia-se transbordar, sempre produzindo e guardando mais amor dentro de si. Mas não havia libertação. Mesa, bibelô de marfim em forma de elefante, arco-íris, cebola, penteado, molusco, Shabbos, violência, cutícula, melodrama, vala, mel, paninho ornamental... Nada daquilo a comovia. Ela abordava o mundo com sinceridade, buscando algo merecedor do enorme amor que sabia ter dentro de si, mas para cada coisa teria de dizer, Eu não te amo. Mourão de certa cor de casca de árvore: eu não te amo. Poema longo demais: eu não te amo. Nada dava a sensação de ser mais do que na realidade era. Tudo era apenas coisa, completamente atolada na sua coisice."

2. O amor é fodido - Manuel Esteves Cardoso:

"O amor é fodido. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido. É melhor do que morrer. Há coisas, como o álcool e os livros, que continuam boas. A morte é mais aborrecida. Por que é que fodemos o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem que haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisa mais bonita deste mundo[...] Quanto mais longe, mais perto me sinto de ti, como se os teus passos estivessem aqui ao pé de mim e eu pudesse seguir-te e falar-te e dizer-te quanto te amo e como te procuro, no meio destas ruas em que te vejo, zangado de saudade, no céu claro, no dia frio. Devolve-me a minha vida e o meu tempo. Diz qualquer coisa a este coração palerma que não sabe nada de nada, que julga que andas aqui perto e chama sem parar por ti."

3. Morangos mofados - Caio Fernando Abreu:

"_Foi, foi. Mas o que eu quero mesmo dizer é que hoje eu não estou disposta a gastar. Gastar não, passar. Não se sinta agredido, não é isso. O que acontece é que. Eu não estou disposta a passar. Eu, eu aposto nas ameixas."

4. Ensaio sobre a lucidez - José Saramago:

"...falemos abertamente sobre o que foi a nossa vida, se era vida aquilo, durante o tempo em que estivemos cegos, que os jornais recordem, que os escritores escrevam, que a televisão mostre as imagens da cidade tomada depois de termos recuperado a visão, convençam-se as pessoas a falar dos males de toda as espécie que tiveram de suportar, falem dos mortos, dos desaparecidos, das ruínas, dos incêndios, do lixo, da podridão, e depois, quando tivermos arrancados os farrapos de falsa normalidade com que temos andado a querer tapar a chaga, diremos que a cegueira desses dias regressou sob uma nova forma, chamaremos a atenção da gente para o paralelo entre a brancura da cegueira de há quatro anos e o voto branco de agora..."

5. Os Sonhos de Einstein - Alan Lightman:

"Os segmentos do tempo se unem uns aos outros num encaixe quase perfeito, mas não totalmente perfeito. Ocasionalmente, desencontros muito leves acontecem. Por exemplo, nesta terça-feira, em Berna, um rapaz e uma moça, os dois beirando os trinta anos de idade, estão parados sob uma lâmpada de iluminação pública na Gerberngasse. Eles se conheceram há um mês. Ele a ama desesperadamente, mas já sofreu muito por uma mulher que o abandonou sem qualquer aviso, e tem medo do amor. Com esta mulher, ele precisa de todas as garantias. Examina o rosto dela, silenciosamente implora-lhe que revele seus verdadeiros sentimentos, procura identificar o menor sinal, o mais acanhado movimento de suas sobrancelhas, o mais vago corar de suas bochechas, a umidade de seus olhos. Na verdade, ela também o ama, mas não consegue traduzir seu amor em palavras. Em vez disso, sorri para ele, sem saber do medo que ele sente. Enquanto estão ali, sob aquela lâmpada na rua, o tempo para e recomeça. Logo depois do intervalo, a inclinação de suas cabeças é exatamente as mesmas, o ciclo das batidas dos seus corações não apresenta qualquer alteração. Mas, em qualquer lugar das profundezas da mente da mulher, surgiu um pensamento frágil que não estava lá antes. A jovem mulher tenta capturar este novo pensamento em seu incosciente e, quando o faz, um vazio inescrutável risca-lhe o sorriso. Esta breve hesitação só seria perceptível à mais rigorosa observação, mas ainda assim o ansioso rapaz notou e a interpretou como o sinal que procurava. Ele diz à jovem mulher que não pode tornar a vê-la, volta para o seu pequeno apartamento na Zeughausgasse e decide mudar-se para Zurique e trabalhar no banco de um tio. A jovem mulher se afasta do poste de iluminação pública na Gerbernasse, caminha lentamente de volta para casa se perguntando por que o rapaz não a amava."

bônus track// Quando fui outro - Fernando Pessoa:

"Quem não quiser sofrer, que se isole."

[ps.: sugestões de livros para 2007 nos comentários, por gentileza]

Criado e editado por ju em 5:50:00 PM |


enquanto isso no youtube.

_ a descoberta fofa da semana:



peter, bjorn and john : young folks

_a love song para bob long:



lily allen: littlest things

_cinema mudo:



oasis: masterpian [tire o som se você também não gosta de oasis.]

Criado e editado por ju em 3:38:33 PM |

 

azar o seu querida.

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